Projeto Coletivo 2022

O nosso projeto envolve e integra toda a comunidade educativa, nas suas mais diversas áreas de conhecimento e faixa etária, no desafio de favorecer e estimular atitudes como respeito, acolhimento, cuidado, diálogo, solidariedade, ética e cidadania.

O tema anual é baseado na Campanha da Fraternidade e é desenvolvido pelas Irmãs de Santo André em parceira com as unidades de Jaboticabal e Rio Preto. Pensado especialmente para a faixa etária dos alunos, a realidade social em que estão inseridos e as possibilidades de ações concretas que estão ao seu alcance.

Os educadores são incentivados a estabelecerem vínculos entre o tema do projeto e o conteúdo de sua série.  A cada ano buscamos ampliar as possibilidades e os meios do projeto coletivo envolver e ser compreendido por toda comunidade escolar.

Em 2022, o tema que estamos trabalhando é “Educar: saber com sabor”. Através de atividades lúdicas, palestras, rodas de conversas, projetos sociais, eventos, entre outras coisas, estamos refletindo juntos sobre o que nos aproxima uns dos outros: nossas ideias, nosso jeito de ser, as coisas que acreditamos, nossas crenças, nossos valores e sonhos etc.

Educar: saber com sabor – temas trimestrais:
1. Educar para a cidadania responsável
2. Educar para conectar saberes num mundo sem fronteiras
3. Educar para o bem, para o encontro e o amor.

1º Tema do Projeto Coletivo 2022: 

 
 
Colocar o bem comum em primeiro lugar e atuar sempre que possível para promovê-lo é dever de todo cidadão responsável. A cidadania deve ser entendida, nesse sentido, como processo contínuo, uma construção coletiva que almeja a realização gradativa dos Direitos Humanos e de uma sociedade mais justa e solidária.

Navegar é preciso (Fernando Pessoa)

Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa:
“Navegar é preciso; viver não é preciso.”

Quero para mim o espírito desta frase, transformada
A forma para a casar com o que eu sou: Viver não
É necessário; o que é necessário é criar.

Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso.
Só quero torná-la grande, ainda que para isso
Tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.

Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso
Tenha de a perder como minha.

Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho
Na essência anímica do meu sangue o propósito
Impessoal de engrandecer a pátria e contribuir
Para a evolução da humanidade.

É a forma que em mim tomou o misticismo da nossa Raça.

Vamos juntos no Pacto Educativo Global, convocado pelo Papa Francisco!

2º Tema do Projeto Coletivo 2022:

“Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez”
(Sol de Primavera – Beto Guedes)
 

Credo (Milton Nascimento)

Caminhando pela noite de nossa cidade
Acendendo a esperança e apagando a escuridão
Vamos, caminhando pelas ruas de nossa cidade
Viver derramando a juventude pelos corações
Tenha fé no nosso povo que ele resiste
Tenha fé no nosso povo que ele insiste
E acordar novo, forte, alegre, cheio de paixão

Vamos, caminhando de mãos dadas com a alma nova
Viver semeando a liberdade em cada coração
Tenha fé no nosso povo que ele acorda
Tenha fé no nosso povo que ele assusta

Caminhando e vivendo com a alma aberta
Aquecidos pelo sol que vem depois do temporal
Vamos, companheiros pelas ruas de nossa cidade
Cantar semeando um sonho que vai ter de ser real
Caminhemos pela noite com a esperança
Caminhemos pela noite com a juventude

 

Parabolicamará (Gilberto Gil)

Antes mundo era pequeno
Porque Terra era grande
Hoje mundo é muito grande
Porque Terra é pequena
Do tamanho da antena
Parabolicamará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

Antes longe era distante
Perto só quando dava
Quando muito ali defronte
E o horizonte acabava
Hoje lá trás dos montes
dendê em casa camará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação

Pela onda luminosa
Leva o tempo de um raio
Tempo que levava Rosa
Pra aprumar o balaio
Quando sentia
Que o balaio ía escorregar

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

Esse tempo nunca passa
Não é de ontem nem de hoje
Mora no som da cabaça
Nem tá preso nem foge
No instante que tange o berimbau
Meu camará

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

De jangada leva uma eternidade
De saveiro leva uma encarnação

De avião o tempo de uma saudade

Esse tempo não tem rédea
Vem nas asas do vento
O momento da tragédia
Chico Ferreira e Bento
Só souberam na hora do destino
Apresentar

Ê volta do mundo, camará
Ê, ê, mundo dá volta, camará

“Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar”
(Sol de Primavera – Beto Guedes)

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